Aquário de São Paulo

Fomos conhecer o aquário de São Paulo, o maior da América Latina, e ficamos impressionados com a estrutura do lugar, e a quantidade de animais que estão lá. Apesar de ser um aquário, também tem uma parte zoológico, com vários bichinhos, como tamanduá, macacos, suricatos, cangurus, coalas,etc. Ele é todo temático, e tem uma parte em que imita um aeroporto, com balcão de check in e tudo, indicando os destinos que você poderá visitar, como África, Austrália, Indonésia.

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O valor do ingresso é bem alto (adultos pagam R$ 80,00), mas quando a gente entra no aquário entende um pouco, por que a manutenção daquele lugar e o cuidado com os animais não deve realmente sair barato. Ainda assim, acho que poderia ser menor o valor, para que as pessoas pudessem conhecer.

A grande estrela do aquário é o urso polar, uma aquisição recente, e que gerou muita polêmica. Quando fomos, eles estavam dormindo, e o pessoal do aquário disse que eles ficam mais agitados na parte da manhã. Mas deu pra ver que são lindos, e enormes. Parecem os ursos da Coca-Cola, hehe!

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Durante o passeio, passamos por várias praças de alimentação, sendo que a maior dela é toda decorada com tema náutico, bem legal. E em cada segmento de animais que você passa, tem uma lojinha de souvenir com os respectivos bichos. Tudo caríssimo, obviamente.

Nós adoramos o passeio, e não queriamos ir embora. Apesar do preço do ingresso, recomendo!

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COMO CHEGAR:

R. Huet Bacelar, 407 – Vila Dom Pedro I (perto da estação Santos Imigrante do metrô)

Restaurante Polonês e o sorvete Frida&Mina

Estava louca para conhecer este restaurante polonês que aparecia no livrinho do Dois por um toda vez que eu o abria, o Maria Escaleira. Parece que foi o primeiro a ser aberto na cidade com esse tipo de cozinha, além de outros pratos do leste europeu. Os donos do lugar são um casal de brasileira e polonês, e o nome do restaurante é uma homenagem a avó dela, que era portuguesa, por isso este nome nada polonês.

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Pedimos de entrada o langos bread, que são pãezinhos húngaros servidos com geléia de cebola roxa e creme de queijo com alho. Os pãezinhos são na verdade uma massinha frita, que vc come com a geléia e o creme, delícia!!

Para o prato principal, pedimos o tradicional pierogi, que são pasteizinhos cozidos, com recheios variados. O meu era de chucrute e carne de porco, e o da Nati, de espinafre e queijo. De cobertura (não é um prato que venha com molho), você escolhe entre  endro na manteiga e cebola ou cubinhos de bacon crocante. Adoramos nossos pratos, e achamos que vem o suficiente, por que a massinha é meio grossa, e bem recheada.

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Ah, eles têm vários tipos de vodkas polonesas, e acabamos pedindo um mojito com uma delas que estava ótimo. E o melhor de tudo é que o restaurante entra naquela exígua lista de bom, bonito e barato aqui em SP! Os preços dos pratos são todos em torno de R$30 e poucos.

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Saindo de lá, fomos tomar sorvete na famosa sorveteria Frida&Mina (na foto abaixo tirada do site deles, dá pra ver como é pequeno o espaço), que é conhecida pelo processo artesanal de fabricação do sorvete, com produtos orgânicos e frescos. O meu era de macadâmia crocante, e eu gostei muito! Eles têm sabores bem diferentes como cerveja com chocolate, e de cachaça, mel e limão.

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Estes dois lugares ficam em Pinheiros, um bairro que concentra muitos restaurantes, bares e lugares legais para conhecer.

COMO CHEGAR:

Maria Escaleira

R. Mourato Coelho, 53 – Pinheiros – pertinho do metrô Fradique Coutinho, e também do ponto de ônibus da Rebouças

Frida&Mina

R. Artur de Azevedo, 1147 – Pinheiros

Yentl em Concerto

Na semana passada, numa segunda-feira não muito animadora, minha amiga Nati me chamou para ver o show da Alessandra Maestrini, que talvez a maioria das pessoas conheça por seu personagem Bozena, de Pato Branco, em “Toma Lá, Dá Cá”.  O que muita gente não sabe é que ela é uma grande cantora também, e já fez vários musicais e espetáculos aqui. Eu não assistia à série, mas já sabia que ela arrasava como cantora.

Eu não conhecia nada sobre essa apresentação, mas quando chegamos no Teatro Porto Seguro, logo me deparei com a propaganda: Alessandra Maestrini em Yentl em concerto. Que surpresa boa! Eu adoro a Barbra Streisand (tive uma fase em que ouvia muito, gravei até um cdzinho com as músicas que eu mais gostava), e assisti Yentl há muitos anos com minha mãe.

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Mas quem é Yentl? É uma moça judia que no início do século 20, após a morte de seu pai, decide se vestir e fazer passar por homem, para poder estudar, já que somente aos homens era permitido o conhecimento sobre a Torah e o Talmude. Esta história foi escrita por Isaac Bashevis Singer sob o título de “Yentl – The Yeshiva Boy”, e posteriormente foi transformada em filme, em 1983, com Barbra Streisand, que o produziu, escreveu e dirigiu!

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O concerto, portanto, é baseado no conto e no filme, e ao mesmo tempo em que Alessandra nos conta a história, também canta as canções que são parte do filme, e são belíssimas. No palco, somente ela e o pianista, João Carlos Coutinho. É um espetáculo delicado ao extremo, intimista, que nos faz pensar no tema central, que é tão atual. E apesar de toda a trama de Yentl não ser das mais leves, Alessandra consegue trazer o humor para várias passagens, fazendo a platéia rir.

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Gente, é lindo demais! A criação, roteiro e direção são todos da Alessandra, e ela lançou um CD e DVD com o espetáculo.

Infelizmente esta temporada já acabou, mas talvez o DVD possa mostrar para vocês do que estou falando.

Encontrei esses vídeos no youtube, com duas músicas lindas: Papa can you hear me e Where is written. Escutem, e vejam que voz maravilhosa!

Lilló e Così

Neste final de semana, conhecemos dois restaurantes bem gostosos.

O Lilló tem um ambiente muito bonito, com duas árvores dentro do salão, e serve pratos de massa, risotos, bacalhau, etc. e pizza também. Comemos risoto de limão e linguado com molho de alho poró, e o mesmo risoto com badejo, estava uma delícia!! O restaurante é bem grande, e nós adoramos o clima. É familiar, mas ao mesmo tempo romântico para casais.

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Já o Così é voltado para cozinha italiana, e usamos o livrinho do Dois por um, pedindo o almoço executivo. No dia em que fomos tinha: ovo poché com semolina (uma espécie de polentinha), macarrão com lulas e tomate cereja, e mousse de coco com calda de maçã. Tudo super gostoso! O valor do menu, se não me engano, ficou R$ 49,00 por pessoa, mas com o livro, saiu pela metade.

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Dois bons restaurantes!

COMO CHEGAR:

Lilló

R. Borges Lagoa, 1321 – Vila Clementino

Così

R. Barão de Tatuí, 302 – Santa Cecili

A valise mexicana: fotos de Capa, Taro e Chim.

Robert Capa (nome verdadeiro: Endre Ernő Friedmann) foi um dos fotógrafos de guerra mais conhecido do mundo, e esteve presente em vários conflitos importantes, sempre registrando tudo com sua câmera. Ele esteve na Guerra Civil Espanhola, no dia D na Normandia, na União Soviética de Stalin, no recém criado Estado de Israel, e por fim, na Indochina, quando morreu enquanto trabalhava.

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Sua foto mais famosa é a chamada “O Soldado Caído” (abaixo), tirada durante a Guerra Civil Espanhola, em que ele registra o momento em que um soldado é morto. Existe uma discussão grande em torno da foto, por que muita gente acredita que a situação foi encenada para parecer que o homem estava levando um tiro naquele momento. Verdade ou não, o fato é que suas fotos captaram grandes momentos da história de uma forma diferenciada.

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Neste ano, São Paulo recebe a exposição “A Valise mexicana: a redescoberta dos negativos da Guerra Civil Espanhola de Capa, Taro e Chim”, em que são expostos alguns dos negativos dos três fotógrafos, perdidos desde 1939, e encontrados no México, somente em 1990. Gerda Taro (mulher de Capa) e David “Chim” Seymour cobriram a Guerra na Espanha junto com Capa, e curiosamente, todos eles morreram enquanto fotografavam conflitos.

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Os negativos estão expostos em dois andares na Caixa Cultural, e se dividem entre os trabalhos dos três, que possuem estilos visivelmente bem diferentes.  Achei muito interessante poder ver de perto essas fotos, que são raras, e poderiam estar perdidas pra sempre, se não tivessem encontrado a valise.  É o registro sem filtros da história, e quase não dá pra acreditar na qualidade das fotos, em se tratando de uma época muito distante da tecnologia, tanto das câmeras, quanto da revelação, etc.

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Em alguns negativos, aparece o escritor Ernest Hemingway, que também cobriu a Guerra.

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Esta foto abaixo é a mais famosa de Chim. Uma mulher amamentando um bebê, durante uma assembleia sobre reforma agrária em Badajoz.

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Abaixo, as duas únicas fotos conhecidas de Capa e Taro juntos, em Paris. Em seguida, fotos de Taro posando. Ela seria atropelada por um tanque de guerra, em 1937, na Espanha.

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E algumas outras fotos que me chamaram a atenção, como a de um urso atrás de alguns soldados despreocupados, as pessoas vivendo durante a Guerra,  um homem tocando acordeon na rua, etc.

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A exposição fica em cartaz até 2 de outubro, então dá tempo de ver ainda!

INFORMAÇÕES:

CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, próximo à estação do Metrô Sé)

Entrada gratuita.

Firin Salonu: assados turcos deliciosos!

E lá fomos nós para mais um restaurante turco! Este acabou de abrir, e pertence aos mesmos donos do Kebab Salonu (tem post sobre ele aqui, e sobre primeiro restaurante turco que conheci aqui), e fica na mesma rua, mas é focado em assados (firin = forno), enquanto o outro, obviamente serve kebabs. O lugar é pequeno, com uma decoração super minimalista e casual, ostentando orgulhosamente a bandeira da turquia, que quem passa pela rua logo vê.

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Na verdade, queriamos experimentar a tal das efirras turcas, chamadas de pides, mas descobrimos chegando lá que só são servidas a noite. Ficamos meio decepcionados, mas resolvemos escolher algo do menu do almoço, que tinha vários tipos de assados, com a escolha de três acompanhamentos. O cardápio do dia era este abaixo, mas segundo o funcionário me explicou, os pratos mudam, e durante a semana é servido um menu executivo também.

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Nossas escolhas foram as seguintes: filé de costela assado, com arroz salteado com maça e especiais, e batatas assadas com limão e orégano/galeto assado recheado com  cogumelo e envolto em massa crocante, com macarrão gratinado de forno e queijo defumado, e purê de beringela defumada com toque de queijo de cabra. Ufa! Os nomes turcos estão no menu. Adoramos a comida! O assado vem em um tamanho grande, e os acompanhamentos um pouco menores, mas no final, dá pra sair bem cheio. Não aguentei comer todo meu galeto, e quem se deu bem foi meu namorado, hehe!

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Meu único arrependimento foi ter pedido o macarrão, por que era bem comum, sem nada especial. Já o purê, e todo o resto estavam maravilhosos!

Agora preciso voltar urgente para comer as pides! Vida longa ao Firin! 🙂

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COMO CHEGAR:

R. Heitor Penteado, 147 – Sumarezinho

(fica pertinho do metrô Sumaré)