Buenos Aires: Teatro Colon, Puerto Madero, Jardim Botânico- dia 5

No nosso último dia inteiro em Buenos Aires, levantamos cedo e fomos tomar café num lugarzinho muito fofo chamado La Panera Rosa. Comemos medialunas e um muffin de maçã, e saimos em direção ao Jardim Botânico. Ao chegarmos na Av. Santa Fé, encontramos uma bandinha tocando na Plaza Italia, e paramos para ver. Era um evento em comemoração à primeira vitória dos italianos na 1ª Guerra Mundial.

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Fomos então ao Jardim Botânico, que é pequeno, mas muito bonito. Demos uma andada por lá, e pegamos o metrô para ir até o Teatro Colon, fazer a visita guiada. Neste dia eu não estava nada bem, acho que tive febre, peguei um resfriado, algo do tipo. Estava me sentindo bem mal, mas tinha tanta coisa pra ver ainda, que tomei remédio e fui melhorando ao longo do dia.

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O Teatro Colon é belíssimo, mas sua arquitetura do lado de fora me decepcionou um pouco. O prédio é meio quadradão, sem muitos atrativos. Por dentro, é um encanto. Pegamos nossos tickets e enquanto a visita não começava, fomos andar um pouco pela Avenida Nove de Julho, considerada a mais larga do mundo. É lá que está o Obelisco.

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Voltamos no horário marcado ao Teatro, e fizemos o tour, com guia em espanhol, mas dava pra entender quase tudo. Eles nos mostrou todas as salas do Teatro, e terminou a visita no camarote central, bem de frente para o palco. É permitido tirar foto sem flash, mas não pode filmar. O guia contou várias histórias interessantes, desde a construção do Teatro até sobre os nomes famosos de quem cantou naquele palco. Como bom argentino, ele nos disse que aquele é o melhor teatro de todo o mundo, com a acústica mais perfeita.

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Vale muito fazer a visita, ainda que não seja das mais baratas!

Fomos então para o último ponto da minha lista, o Puerto Madero! Queríamos muito ter ido a noite andar no Puerto, mas não conseguimos. Fica pra uma próxima. Fomos durante o dia mesmo, e adoramos, que lugar lindo! Incrível como conseguiram revitalizar aquela região, e transformar em um dos pontos mais visitados pelos turistas.

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Voltamos para Palermo e andamos um pouco pelo bairro para nos despedirmos. Paramos na Persicco, uma sorveteria maravilhosa, para tomar o último helado! No dia seguinte, antes de irmos pro aeroporto, almoçamos num restaurante legal chamado Meridiano 58. Foi nossa última milanesa, rs!

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E assim terminou nossa maravilhosa viagem à Buenos Aires! Uma cidade linda, com um povo sofrido, mas muito generoso, e amável, que ao se despedir lhe deseja “suerte”! Hasta luego!

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I pagliacci

No ano passado, assisti uma ópera pela primeira vez, e fiquei completamente encantada. Era a estréia da montagem de Cavalleria Rusticana no Municipal, e eu fiquei sem palavras diante de tanta beleza.

Neste ano, perdi algumas óperas que gostaria de ter visto, como Carmem, por exemplo, mas fiz questão de levar meu irmão para assistir a Cavalleria, por que acredito que todos, ao menos uma vez na vida, precisam ter a experiência de assistir uma ópera ao vivo.  Ainda que durmam durante metade, ainda que saiam dizendo que nunca mais irão voltar!

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A montagem deste ano é igualzinha a do ano passado, com cantores diferentes. Na verdade, a grande diferença fica por conta da ópera que acompanha a Cavalleria: no ano passado foi Jupyra, e neste ano é I pagliacci.

As duas óperas são, quase sempre, encenadas em conjunto. Ambas fazem parte do verismo, ambas tratam de paixão, ciúme, traição e tragédia. Mas apesar dessas similaridades, são propostas cênicas bem diferentes.

Como já havia falado da Cavalleria no ano passado, vou falar um pouquinho do que achei de I pagliacci. É uma ópera de Ruggero Leoncavallo em prólogo e dois atos, que conta a história de um palhaço chamado Canio, dono de uma trupe circense, e apaixonado pela esposa Nedda. Por sua vez, Nedda trabalha no circo do marido, mas sente-se solitária e amendontrada pelos ciume de Canio, sonhando com outro tipo de vida. Ela acaba traindo o palhaco com Silvio, e quando ele descobre,  mata os dois amantes.

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Logo após a cena em que Canio descobre que Nedda o trai, ele fica arrasado, super triste, mas tem que se recompor, pois há um espetáculo a ser apresentado naquela noite, e ele, como o palhaço que é, precisa rir e fazer rir.

É nesse momento que ele canta a famosa ária, Vesti la giubba ( vista a fantasia), que diz assim:

Tu és Palhaço

Vista a fantasia, e pinte a cara

Mas se Arlequim te rouba a Colombina

Ri, Palhaço, e todos aplaudirão

Transformas em pantomimas o riso

E o pranto

Ri, Palhaço

Sobre o teu amor destroçado

Simplesmente não há palavras para descrever tamanha perfeição de emoções, de cenografia, luz, etc. Os figurinos misturavam elementos antigos, com atuais, mas a ambientação me lembrou um filme antigo. De repente, o palco ficava cheio de artistas circenses, desde a mulher barbada até o homem forte. Os saltimbancos fazendo a alegria do vilarejo.

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Toda a produção me fez pensar no Cirque du Soleil, que traz sempre palhaços mais antigos, mais elaborados. Senti esse clima em cena, um toque de magia, sabe? Como se eu estivesse dentro de um quadro muito colorido, e fora da realidade.

Fiquei absolutamente maravilhada com o que vi. Que orgulho senti ao ver uma produção deste tamanho montada pelo Municipal de SP, que até pouco tempo atrás andava tão desacreditado, velho e no esquecimento.

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Posso dizer com toda segurança que assistir a ópera I pagliacci , no Municipal, com o meu irmão ao meu lado,  foi uma das experiências mais lindas que ja vivenciei.

Isso é arte, não é mesmo? Emoção pura e simples.

Segue um teaser do Municipal, com trechos de ambas as óperas. Dá pra ter uma idéia de tudo o que falei aqui. Ah, no trecho 1:14 do vídeo, tem um pedacinho da ária Vesti la giubba!

La Bohème!

Finalmente chegou o dia de La Bohème!! Como comprei meu ingresso em agosto, estava muito ansiosa para assistí-la! Ao chegar no Municipal, me senti a Cher chegando no Metropolitan, com a diferença de que Nicolas Cage não estava me esperando na fonte…haha!

Esta ópera foi composta  pelo grande Giacomo Puccini, com libretto de  Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, e é baseada no livro Scènes de la vie de bohème de Henri Murger. Basicamente, retrata a a vida boêmia de jovens intelectuais no Quartier Latin, na Paris do século XIX, sem dinheiro, mas felizes. Nesse contexto, temos Rodolfo,o poeta, Marcello, um pintor, Colline, um filósofo e Schanaurd, um músico. É considerada a primeira ópera proletária, muito diferente das outras óperas, que até então sempre traziam em suas histórias nobres ricos.

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Temos a história de amor entre Rodolfo e Mimi, uma pobre florista como tema central, seguido pelo amor entre Musetta, a mulher fatal, e Marcello. É claro que nada dá certo, por que Mimi sofre com uma terrível tuberculose que a consome aos poucos durante o frio inverno que atinge a cidade.  Essa ópera é perfeita para essa época, por que justamente se passa na véspera do Natal, e os amigos estão sem nada para comer, mas continuam cantando e fazendo piadas.

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Uma das características que mais me chamou a atenção foi o humor presente nessa ópera!  Os personagens são pobres, morrem de frio por não terem nem lenha, mas não perdem a leveza, são apenas jovens tentando aproveitar a vida. A platéia realmente dá risada em várias cenas, mesmo sendo um drama.

Quase não tenho palavras pra descrever a beleza dessa ópera. As cenas entre Rodolfo e Mimi são lindas, principalmente o  dueto de amor O soave fanciulla, que é o meu preferido. Gostei das cenas em que o coro canta também, quando todos estão no Café Momus, felizes, comemorando.

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Apenas um detalhe me decepcionou: o cenário. Esperava muito mais, uma reprodução das ruas de Paris, talvez. Ou a neve caindo, como já vi em outras montagens, em fotos ou vídeos. Aqui, eles optaram por um cenário bem minimalista,  apenas alguns objetos em cena. E como não gosto de nada minimalista, não gostei. Mas como a música ultrapassa tudo, isso é mero detalhe.

Absolutamente maravilhoso!!! Impossível não se emocionar, principalmente quando Mimi morre, duvido que alguém conteve as lágrimas ali!

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Como citei no começo do texto, La Bohème sempre me lembra do filme Moonstruck, um dos meus favoritos. No filme, é a ópera preferida do Jhonny, personagem atormentado do Nicolas Cage, e por isso, ele leva Loretta, personagem da Cher, pra assistí-la no Met. Enquanto ouvimos os primeiros acordes do primeiro ato, vemos os dois se encontrando na fonte que fica em frente ao teatro.  A trilha sonora do filme tem vários pedaços da ópera, e é divina. Aproveito e recomendo este filme, que é simplesmente imperdível, e  é daqueles que decorei as falas!!

Segue a cena! Esta parte em que a Cher chora, é quando Mimi e Rodolfo decidem se separar.

Noite de ópera!

A noite estava maravilhosa, quente, um céu lindo, e eu tinha um ingresso para assitir a minha primeira ópera! Estava ansiosa, afinal, já vi em tantos filmes, já escutei tanto no youtube , sempre imaginando como seria o dia em que eu poderia assistir ao vivo, em pleno Teatro Municipal!

Era a última noite de apresentação das óperas Jupyra e Cavalleria Rusticana. Geralmente a Cavalleria é apresentada em esquema de “double bill”  ( duas peças) com a ópera Pagliacci, mas John Neschling resolveu inovar, e trouxe Jupyra, uma ópera pouco conhecida do brasileiro Francisco Braga.

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Cheguei cedo no Teatro para poder conhecê-lo com calma, e recomendo que façam o mesmo. É simplesmente belíssimo, e o que mais me encantou foi uma sala enorme, cheia de espelhos nas paredes, e enormes pinturas no teto. No meio dessa sala fica uma grande mesa de madeira, toda espelhada, que reflete com perfeição as imagens do teto. Nas laterais as portas se abrem para o terraço, onde temos uma vista do antigo prédio da Light, o prédio da prefeitura ao lado, e todo o centro antigo de SP.

No térreo fica o restaurante, que só aceita dinheiro pelo que percebi, e é muito charmoso. A entrada no Teatro é liberada uma hora antes do espetáculo, então dá pra conhecer tudo com tranquilidade.

Os programas são distribuídos gratuitamente no térreo, e é praticamente um livrinho. Conta toda a história dos autores e das óperas, e tudo sobre a montagem, além de trazer todas as cenas da ópera transcritas, tanto em italiano quanto em português.

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Quando entrei na sala a orquestra estava afinando os instrumentos, todos ao mesmo tempo. Logo deram os três sinais, as luzes se apagaram, o maestro entrou, todos se levantaram , aplaudiram, e fez-se a mágica! Primeiro foi apresentada Jupyra, que conta a história de amor trágico entre a índia Jupyra e o canalha Carlito, que a troca por Rosalia. O cenário retratava uma floresta, com bambus, um lago, e dava quase para sentir o frescor das folhas, tamanha a realidade!

É uma ópera bem bonita, mas que parece inferior à Cavalleria, pois esta última é grandiosa, dramática, arranca lágrimas, ou seja, tudo o que uma ópera deveria ter! Não entendo nada de ópera, então estou retratando mesmo o que eu senti em cada uma. Quando as cortinas se abriram,revelou-se o cenário da Sicília, com pés de laranja, um campo, e quando os primeiros acordes começaram, já me apaixonei!

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É páscoa e temos todo o coro no palco, atuando como o povo do vilarejo, bebendo vinho, saboreando quitutes e colhendo laranjas. Essa ópera também trata de um amor trágico, de Turiddu que ama Lola, uma siliciana sedutora, casada com o mafioso Alfio. Mas a personagem que se destaca é Santuzza, a poverela que é desonrada por Turiddu e sofre de ciúme pelo caso dele com Lola. Ambas as óperas terminam em morte, por conta de amores mal correspondidos.

É praticamente impossível não se emocionar estando ali, ouvindo a orquestra, e vendo a interpretação dos cantores. Chorei em três momentos: na abertura de Jupyra em que o coro entoa um versos muito lindos, na cena da Páscoa em Cavalleria, e no famoso intermezzo da Cavalleria.

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A cena da Páscoa, pra mim, foi impressionante. Todos saem da missa, e surge uma procissão pela praça da vila. De repente, surgem carregados Jesus deitado no colo de Maria, já todo machucado. Eles param no centro do palco, e Jesus dá seus últimos suspiros, morrendo no colo de Maria. Ela o cobre, e todas as mulheres cobrem seus cabelos com xales pretos, ao mesmo tempo. Maria chora, e de repente, Jesus se levanta, e ali, ele ressuscita! Durante toda essa cena, o coro não para de cantar um minuto, alternando entre as mulheres, os homens, e depois todos juntos. E por fim, escutamos um solo belíssimo de Santuzza. Eles cantam:

” Inneggiamo,                                                        (Cantemos hinos, o Senhor não morreu!
Il Signor non è morto,                                         Fulgurante, ele abriu o sepulcro,
Ei fulgente                                                                 cantemos hinos ao Senhor ressuscitado
Ha dischiuso l’avel,                                               que hoje subiu à gloria do céu!)
Inneggiam
Al Signore risorto
Oggi asceso
Alla gloria del Ciel!”

É de arrepiar! Todas as pessoas do meu lado choraram, só dava pra ver os lencinhos! O mesmo acontece no Intermezzo, que eu considero uma das peças mais delicadas e doces já compostas!

Foi uma experência inesquecível! É incrível como a música mexe com a gente, como uma nota consegue emocionar.

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E para aqueles que usam a desculpa de não ir à ópera por temerem não entendê-la (afinal, é cantada em italiano), digo o seguinte: durante todo o ato, são transmitidas legendas grandes na parte superior do palco, com a fala de cada personagem. Mas digo mais, mesmo sem a legenda, não há como não entender! A música fala por si só, a interpretação nos conduz.

No filme “Uma linda mulher”, quando o Richard Gere leva a Julia Roberts na ópera, ele diz algo como ” quando as pessoas vão pela primeira vez à ópera, a reação é dramática, ou amam ou odeiam”. Bom, posso dizer com toda certeza que amei!

Deixo vocês com um vídeo que fiz, muitas fotos, e um vídeo da cena da Páscoa, filmada por Franco Zefirelli.

Informações

Sentei no Balcão Nobre, segunda fileira, lado direito do palco. Achei ótimo, consegui ver tudo bem de perto. Os lugares mais altos, pelo que percebi, devem ter uma visão bem prejudicada, por que fica muito longe, e muito lá encima.

Para chegar no Municipal, o metrô mais proximo é o Anhagabaú, linha amarela. Da saída do metrô já é possível ver o Teatro, bem fácil.

Ópera de Pequim em São Paulo!

Fiquei muito feliz quando soube da notícia de que a Ópera de Pequim fará apresentações aqui em São Paulo!Já vi em tantos filmes, li em vários livros sobre esse tipo de espetáculo, e agora vou poder ver ao vivo!

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Serão várias apresentações entre os dias 18 e 20 de Outubro, no SESC Pinheiros, e os ingressos custam até R$ 30,00. A Ópera tem mais de 200 anos e é considerada um dos maiores tesouros culturais da China! Eles misturam canta, dança e acrobacias.

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Só de olhar as imagens de divulgação já fiquei encantada! Imperdível!!

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Informações

Vendas online e unidades SESC a partir de 01/10/13.

de 18 a 20 de Outrubro

SESC Pinheiros- R. Paes Leme, 195 – Pinheiros

http://www.sescsp.org.br

Temporada Lírica 2013

Em maio foi divulgado o calendário da Temporada Lírica do Teatro Municipal de SP, referente ao segundo semestre de 2013, pelo maestro John Neschling. E o que me deixou mais feliz foi a escolha das óperas, todas bem tradicionais e conhecidas, mas que há muitos anos não tinham uma montagem aqui na cidade. Sempre sonhei em assistir a uma grande ópera!

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A intenção é justamente levar um maior público ao Teatro, já que essas óperas têm um apelo popular grande. A novidade para esse ano é o método das assinaturas, que já foi utilizado há algum tempo. São pacotes que as pessoas conseguem montar, combinando os dias e horários, sem enfrentar filas. Então, por exemplo, é possível assinar as 5 estréias, ou uma série mista com 3 óperas em dias alternados. E assim, a gente consegue escolher os títulos que nos agradam mais, e combiná-los num só pacote. Pra quem quiser comprar ingressos avulsos, as vendas começarão em 09 de julho. Os preços dos pacotes variam de R$ 96 a R$ 500,00.

Vamos aos títulos!! Anotem aí, são todas imperdíveis.

Ingressos em : www.ingressorapido.com.br

Agosto:

”Aída”-  Giuseppe Verdi, de 9 a 25/8

Setembro:

“Don Giovanni”

W. Mozart, de 12 a 22/9

Outubro:

“Jupyra/Cavalleria Rusticana”

Antonio F. Braga/P. Mascagni, de 15 a 27/10

Novembro:

“O Ouro do Reno”

R. Wagner, de 9 a 16/11

Dezembro:

“La Bohème”

G. Puccini, de 10 a 29/12

Não são óperas maravilhosas?? Estou pensando em ver pelo menos 3 delas: Aída, Cavalleria e La Boheme, mas se tiver que escolher apenas uma, fico com La Bohème, um clássico italiano, que conta a história de amor entre o poeta Rodolfo e a florista Mimi.

Apenas para relembrar, no filme ”O Poderoso Chefão 3”, toda a família Corleone se reúne na Sicília para ver a estréia de Anthony no papel principal da ”Cavalleria Rusticana”. E é o maravilhoso intermezzo dessa ópera que toca ao fundo da última cena, quando vemos Michael dançando com sua filha, seu amor italiano, e sua esposa americana. É de arrepiar!! ( a cena você vê aqui)

Já a ópera “La Boheme” aparece em vários filmes, mas um que me marcou muito, e me levou a conhecer melhor as músicas, foi o filme ”Feitiço da Lua”, quando Nicholas Cage leva a Cher para assistir essa ópera no Met, em Nova Iorque, e ela se emociona muitíssimo.

Bem, deixo vocês com trechos dessas duas preciosidades!

Intermezzo- Cavalleria Rusticana

O soave fanciulla´- La Boheme