Frida Kahlo

Finalmente entrou em cartaz a tão esperada exposição das obras de Frida Kahlo no Instituto Tomie Ohtake, e fomos lá nesse fim de semana conferir! Nunca pensei que fosse ver os quadros da Frida ao vivo, e aqui no Brasil, mas a cidade de SP tem se superado nas exposições que vieram pra cá nos últimos tempos.  Senti uma emoção muito grande de ver as obras de perto!

A exposição é pequena, mas linda demais! São cerca de 20 obras da Frida, e mais umas 80 de outras 16 artistas mulheres, nascidas ou radicadas no México, que seguiam a escola surrealista. Dentre elas, temos quadros de Maria Izquierdo, Remedios Varo e Lenora Carrington. E apesar de Frida roubar a cena, gostei muito das obras das outras pintoras!

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É engraçado como Frida Kahlo se tornou um ícone pop, quase como um Che Guevara do mundo das artes. Há tantos produtos estampados com seu rosto, tantas referências à sua famosa monocelha, que fica difícil não saber quem ela é. Será que algum dia ela pensou que seria tão conhecida, que suas obras valeriam tanto? O que faz uma obra se tornar tão apreciada, no meio de tantas outras milhares que existem no mundo? Estava conversando com minha mãe sobre isso outro dia, e ficamos pensando em como é interessante esse processo do reconhecimento absoluto de um artista.

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Pra quem não conhece muito sobre essa pintora, recomendo que assista ao filme “Frida”, em que Salma Hayek a interpreta brilhantemente. É um filme, claro, mas dá pra ter noção de todos os pontos mais importantes da vida dela. Por exemplo, quando ela era jovem, sofreu um acidente num ônibus que quase a matou. Em decorrência disto, ela passou meses de cama, e começou a pintar para se distrair. Durante toda sua vida, ela sofreu com dores horríveis por conta do acidente, e não pôde ter filhos.

E assim,vamos às muitas fotos que tirei na exposição! Ah, pegamos uns 25 minutos de fila para entrar, e já tínhamos reservado o ingresso na internet. Mas não tinha fila para comprar o ingresso na hora.

Nem preciso dizer que é imperdível, né?

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Informações:

Em cartaz no Insituto Tomie Ohtake de 27.09 até 10.01.2016

ingressos a R$ 10,00, e entrada gratuita na terça-feira

Av Faria Lima, 201- entrada pela rua Coropés- Pinheiros (pertinho do metrô Faria Lima-linha amarela)

As cores de Kandinsky

Depois de receber as pinturas de Picasso, o CCBB apresenta agora as obras do russo Wassily Kandinsky. São 153 obras e objetos do pintor, seus contemporâneos e artistas que o inspiraram.

Um fato super interessante sobre o Kandinsky é que ele começou tardiamente a se dedicar verdadeiramente pela pintura; após estudar Direito e Economia, tudo indicava que ele teria um futuro promissor como professor de direito na Universidade de Moscou, mas aos 30 anos, Kandinsky viu um quadro de Monet em uma exposição, e tudo mudou. Ele partiu para a Alemanha, e lá tratou de estudar pintura, começando com quadros ainda figurativos, paisagens, para depois, iniciar seus passos no abstracionismo.

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Achei bem legal também a relação que ele tinha com a música, pensando em cada cor como um instrumento. Por exemplo, o azul é uma cor celestial, desperta “sede pelo sobrenatural”; em tons claros, é como a flauta, e, em escuros, como o violoncelo, enquanto que o amarelo é uma cor terrestre; alude a sensações de delírio e loucura; remete ao som de instrumentos de sopro como a tuba. Kandinsky era amigo do compositor austríaco Arnold Schoenberg, e foi muito influenciado por sua música. Segundo ele, “A cor é a tecla, o olho é o martelo e o artista é a mão que, por meio da alma, obtém a vibração certa”.

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A exposição está linda demais, e eu gostei mais do que a do Picasso! Todas as obras são maravilhosas, tanto as do Kandinsky quanto as do seus contemporâneos. Pra mim, o diferencial nas telas dele são as cores, é como uma explosão de tons, mas tudo combinando no final!

No saguão do CCBB tem uma instalação que permite que o visitante entre no quadro “No branco” do pintor, através de um óculos especial,e um fone de ouvido que toca a música que inspirava Kandinsky. Achei fantástica a idéia, e as crianças que estavam lá adoraram, algumas repetiam várias vezes a experiência.

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Essa é mais uma daquelas exposições imperdíveis! E o melhor de tudo, a entrada é gratuita!

OBS: fomos num Domingo, às 11 da manhã, e pegamos uns 20 minutos de fila no máximo, estava super tranquilo. Mas uma boa alternativa é agendar um horário para a exposição, pelo aplicativo do ingresso rápido, ou pelo site. 
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INFORMAÇÕES:

Kandinsky: Tudo começa num ponto

de 08.07 a 28.09

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Entrada gratuita.

Museu do futebol

O museu do futebol é tão legal, que mesmo que você não goste de futebol, ou não seja apaixonada por isto ( como eu), vai acabar gostando bastante! E isso deve-se principalmente ao fato do museu ser tão tecnológico e interativo, fazendo com que, de fato, entremos no mundo futebolístico. Acho que conseguiram demonstrar bem a emoção e a paixão que fazem deste esporte tão adorado por milhões.

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A localização do museu já diz tudo: ele fica nas arquibancadas do estádio do Pacaembu. Então, você conhece o museu, e de quebra, conhece o estádio também, vê o campo e tudo. Ali na entrada do estádio, do lado direito, funciona um bar, O torcedor, do mesmo grupo do Bar Brahma. É gostosinho, almoçamos por lá num Sábado, e tinha buffet de feijoada.

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Bom, vou falar das partes que mais gosto do museu, mas tem muita coisa pra ver, claro, além destes pontos:

-a  sala que dos Anjos barrocos,  com projeções de 25 jogadores que fizeram história no futebol brasileiro, em 11 telas suspensas ao ar. O lugar é todo escuro, iluminado apenas pelas projeções, com uma trilha sonora minimalista, mas muito pertinente. Muito bonita!

– de repente, você está embaixo da arquibancada, no lugar em que ficam as estruturas que dão suporte a ela, e ali, são projetados mais de 30 cantos e gritos de incentivo de várias torcidas brasileiras, dando a impressão de que elas estão ali de fato! É bem emocionante.

– o filminho que mostra a derrota do Brasil na Copa de 1950. Dá pra ter uma noção de quão decepcionante foi aquela final. 

– já no final da visita, tem um campo virtual em que é possível bater um penalti, e ver qual é a velocidade do seu chute. Eles tiram uma foto do pessoal chutando, e depois dá pra baixar no site.

– a sala com todo tipo de informação sobre o futebol, como: qual a partida que teve mais gols, qual teve mais expulsões, história do charles miller , expressões do futebol, explicação sobre o que seria um impedimento ( tenho esperança de um dia conseguir identificar tal coisa durante um jogo), quando aconteceu o primeiro jogo no Brasil, etc.

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E por fim, um vídeo curto com pedacinhos das salas:

COMO CHEGAR:

Praça Charles Miller, s/n – Pacaembu

Ingressos: R$ 6,00

Aos sábados o ingresso é gratuito!

Picasso no CCBB

Por um milagre divino, consegui ver a exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola”, no Centro Cultural Banco do Brasil ( CCBB) após somente uma hora de fila! Sim, isto é um fato inusitado, pois perdi tanto a expo do Ron Mueck, quanto a do Salvador Dalí, por que não quis enfrentar as filas de 3 horas que davam voltas no quarteirão. Não sei se foi o dia ( domingo, perto de um feriado) ou o horário ( duas da tarde), mas a fila não estava passando de uma hora quando cheguei.

São 90 obras ( pinturas e esculturas) de Picasso e outros 35 artistas espanhois ( Salvador Dalí, Miró, Juan Gris, etc) que fazem parte do acervo do  Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. Tem vários esboços que  Picasso fez antes de iniciar Guernica, e é super interessante ver como foi o processo de criação da sua obra mais conhecida (afinal, conhecemos desde criança, pois em todas as apostilas escolares, tínhamos Guernica representando a Guerra Civil Espanhola, né?).  Também tem outras obras bem legais dele, quadros enormes. Além disso, a exposição nos mostra como a obra de Picasso influenciou outros artistas da modernidade espanhola.

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Uma das partes da exposição traz um vídeo que detalha um pouco como Guernica nasceu. Fora as obras em si, o prédio do CCBB já é um passeio maravilhoso pra se fazer em qualquer época. Outra coisa muito boa de lá é a organização: só entra um determinado número de pessoas por vez nas salas, a cada andar que você desce lhe dão um cartãozinho, como uma senha, que será entregue no próximo andar, e você segue necessariamente uma ordem pré determinada pelo CCBB, e vai seguindo setinhas no chão para chegar nas outras salas.

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Quando saímos, tinham dois músicos no saguão tocando música flamenca, e uma atividade para o pessoal pintar uma tela em branco, conforme a música ia tocando. Muito legal!! Não deixem de ver a exposição!

Segue um vídeo que fiz . mostrando o processo de criação de Guernica, e um pouco do saguão do CCBB.

COMO CHEGAR:

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

(  vá até a estação São Bento do metrô e siga caminhando até o CCBB, é super perto)

Exposição GRATUITA, e fica em cartaz até Junho/2015.

Museu da Língua Portuguesa e a Luz

Após uma tentativa frustrada de visitar a exposição de Ron Mueck na Pinacoteca, por conta de uma fila absurda, resolvi ir até o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo ali em frente. Chegando lá, descobri que existiam dois passeios além do Museu: um tour pelo acervo do museu com um guia, e outro tour pelo prédio da estação da Luz, com outro guia.  E por mais que eu tenha adorado o museu em si, gostei mais ainda das histórias contadas pelos guias. Então, fica a dica, se visitarem o museu, façam as visitas guiadas, vale muito a pena!

O museu da língua portuguesa fica dentro da estação da Luz, e antes de falar dele, vou contar um pouquinho da estação.

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A estação da Luz foi construída por uma companhia inglesa, chamada São Paulo Railway Company, cuja fundação em 1867 foi intermediada pelo Barão de Mauá.  Era deles a concessão do transporte de café para o porto de Santos naquela época. Assim, o prédio foi todo construído aos moldes vitorianos, inspirado em outro projeto dos ingleses, uma estação na Austrália, a Flinders Street Station, localizada em Melbourne. Pois é, ao contrário do que muitos pensam, aquele relógio não foi inspirado no Big Ben inglês.

Toda a estrutura da estação foi importada da Inglaterra, e as peças pré moldadas foram montadas aqui conforme foram chegando ao Brasil. A construção estava prevista para acabar em 1900, mas era tão grandiosa que levou um ano a mais, acabando somente em 1901. No relógio do prédio, ainda consta a data 1900.

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Ocorre que a “a Inglesa” como era conhecida a SP Railway, tinha um desafeto em terras brasileiras: a estrada de ferro Sorocabana. Tudo por conta do monopólio dos ingleses, que sufocava as demais possibilidades ferroviárias brasileiras. Este monopólio foi quebrado em 1946, quando a concessão voltou ao governo de São Paulo. Nesta data, curiosamente, houve um incêndio na estação da Luz, deixando metade do prédio destruído. Apenas a parte em que ficava o relógio, a ala oeste, não sofreu tanto, por que a torre funcionou como uma chaminé. Ninguém sabe explicar até hoje como começou o incêndio, mas dizem que os cofres da Inglesa foram encontrados abertos, com todos os documentos queimados.

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Após o incêndio,  a estação foi reconstruída, e os brasileiros quiseram acabar de vez com a era inglesa, afastando-se de qualquer referência vitoriana nos detalhes. Assim, foram feitas modificações que remetiam ao café brasileiro, como o brasão gravado no chão do saguão, e emaranhados de pés de café esculpidos nas escadarias. Também foi acrescentado um segundo andar que não existia antes, na primeira parte do prédio. É neste segundo andar que está o Museu.

Uma curiosidade: Charles Miller, considerado o “pai” do futebol, nasceu no Brás, filho de uma brasileira com ascendência inglesa e de um inglês engenheiro ferroviário. Apesar de ter viajado para a Inglaterra para estudar, Charles acabou voltando para o brasil, para trabalhar na São Paulo Railway, junto com seu pai. Dentro de sua mala, ele trouxe bolas de futebol! Em 1895, organizou um jogo entre os funcionários da SP Railway e os funcionários da Companhia de Gás, sendo o primeiro jogo de futebol do país. Achei demais essa história!

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O Museu que fica dentro da estação é todo tecnológico, e super interativo. Mas é pequeno, então não demora muito pra explorar o acervo dele. Temos um corredor enorme com projeções sobre cultura, música, festas populares, tudo envolvendo a língua portuguesa, além de várias cabines com palavras que vieram de outros povos, e acabaram se adaptando até virar o português que falamos hoje.

É um museu difícil de descrever, por que tudo parte do som da língua, e também do visual,  e só indo até lá pra entender.

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Mas recomendo muito a visita, e principalmente, uma voltinha na estação da Luz.

COMO CHEGAR:

Vá até a Estação da Luz- linha amarela do metrô- sentido luz ( lá existem placas indicando a direção até o Museu).

Museu: de terça a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria fecha às 17h).

Não abre às segundas-feiras.

Entrada: R$ 6,00 ( estudante e idoso pagam meia, e aos sábados é gratuito).

 

Uma visita ao MASP num Domingo quente.

Aproveitei que meus pais estão em SP, e os levei para o MASP, para vermos as obras do acervo. Lá estão pinturas de Renoir, Monet, Manet , Cézanne, Toulouse-Lautrec e também as de Van Gogh, Gauguin ,Modigliani e Picasso, entre muitas outras maravilhosas.

Quem vem à São Paulo, ou mora aqui, não pode deixar de ir até o MASP. É daqueles programas turísticos obrigatórios! O Museu abriga uma coleção de obras super importantes, e merecia ser mais valorizado. Em nossa visita, no Domingo, encontramos com muito mais estrangeiros do que com brasileiros.

A entrada custou R$ 15,oo, mas parece que em Janeiro irá subir para R$ 25,00. Lá dentro pode tirar foto sem flash, e bati várias, principalmente de detalhes que me chamaram a atenção nos quadros. Aproveitem, é tudo lindo demais!!

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