Dois caipiras em Campos do Jordão – Parte 2

No dia seguinte, subimos no Pico do Itapeva, que fica à 2.035 metros de altitude. No caminho até lá, tem a Ducha de Prata, uma cachoeira bem bonitinha. Aproveite essa parada para comprar lembrancinhas, pois neste ponto existem várias barracas lotadas de tranqueiras, que eu adoro, por sinal! A estrada que leva até o Pico é um capítulo a parte, cheia de vistas maravilhosas. E quando chega láaaaa no topo, parece que vamos sair voando, tamanha a força do vento. E muitooo frio, é bom ir bem agasalhado. Neste dia, o céu estava encoberto por nuvens, então, apesar de estar lindo, não conseguimos ver as cidades que dá pra ver lá de cima. Consegui tirar foto de uma cidade, mas não sei dizer qual é. É possível ver a basílica de Aparecida do topo, em dias sem nuvens. Na volta, descemos pela estrada alternativa, que passa pelo bairro chique, Alto do Capivari, com várias mansões e hotéis lindos.

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Seguimos para o Horto Florestal que é um passeio imperdível, fiquei encantada com esse lugar. Sabe aquelas árvores que vemos em filmes, toda vermelha? Então, lá tem aos montes. São 8.300 hectares de natureza, araucárias enormes a perder de vista, flores, riachos, cachoeiras, trilhas, e etc. É tão grande que tem um trenzinho ( na verdade, um caminhão imitando trem, hehe) fazendo passeios lá dentro.  Dá pra passar o dia todo no Horto, mas como não tínhamos tanto tempo, não deu pra conhecer tudo.

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Voltando do Horto, resolvemos almoçar num restaurante sobre o qual eu tinha lido na internet, o Harry Pisek, que ostenta o título de um dos melhores restaurantes alemães, segundo o Guia 4 rodas.  O proprietário faz as salsichas que são servidas, e as mostardas são artesanais também. Não comemos especificamente a salsicha, mas no meu prato veio uma sabor picanha, que estava uma delícia. No geral, gostei do lugar, mas o serviço foi péssimo. Tão ruim, que tivemos que levantar e ir pagar a conta no balcão, por que ninguém vinha nos atender.

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Por fim, fomos ao Parque Amantikir, um espaço enorme com 22 jardins temáticos desenvolvidos pelo paisagista Walter Vasconcelos, lá no alto da Serra. A entrada custa R$ 25,00 ( fora da temporada), e acho bem carinho para um passeio em alguns jardins, mas ao mesmo tempo, é tão bonito, que vale a pena. O lugar é super bem conservado e os jardins são realmente lindos. Ah, uma das atrações mais divertidas é o labirinto, que é um labirinto de verdade, feito com plantas. Gente, dá pra se perder mesmo dentro dele, senti até um medinho de ficar presa forever lá dentro, haha!

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Nosso último jantar foi no Safári, que fica ao lado do Baden Baden, e também tem o esquema de mesinhas na calçada. Super gostoso o ambiente, tinha música ao vivo, e só pra constar, estava frio demais! Comemos um crepe de nutella divino neste restaurante!

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E com muita dor no coração, voltamos para SP! Existem muitos outros passeios na cidade, que não conseguimos fazer, como o Palácio da Boa Vista, a Pedra do Baú, o Auditório, andar de trem e bonde, etc. Fica pra uma próxima! Já estou morrendo de vontade de voltar pra lá!

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Dois caipiras em Campos do Jordão- Parte 1

Eu e Victor fomos passar o feriado de 1 de maio em Campos do Jordão, e adoramos a cidade! Todo mundo que vai pra lá sempre diz que gostou muito, que é bonito, etc. Mas só a gente indo mesmo pra entender como o lugar é fofo, e por que é conhecida como a Suíça brasileira! A cidade tem um clima tão Europa que nem parece que estamos no Brasil. As casinhas tem arquitetura diferente, o clima é frio, as árvores são diferentes ( plátanos e araucárias, principalmente) e até o ar parece mais puro.

Como é outono, as árvores estão todas amarelinhas, algumas mais avermelhadas. E apesar de ainda não ser inverno, estava super frio, com vento gelado soprando!

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Preciso fazer um parênteses aqui: me lembrei muito dos programas que o Amaury Jr. fazia em Campos no inverno. Eu cresci assistindo o Amaury, por que minha mãe gostava muito do programa, e quando fiquei maior, passei a gostar também. A gente praticamente viajava junto com ele, e foi assim que fiquei sabendo de muitos restaurantes, bares, e lugares de São Paulo, antes mesmo de vir pra cá. Fecha parênteses!

Ficamos hospedados num hotel simples, mas bom, chamado Shallon, no bairro Jaguaribe, bem pertinho da fábrica de chocolate e do museu da xilogravura. Pra quem quiser gastar pouco, e ficar bem localizado, eu recomendo! Os hotéis mais caros ficam em Capivari, que é o centrinho em que fica o agito da cidade. Também há a opção de se hospedar na montanha, mas sai mais caro. Gostei bastante da nossa escolha!


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Uma das dúvidas que eu tinha, antes de viajar, era se dava pra ir sem carro pra lá, e se virar com transporte público, vans, táxi, etc. Bom, minha resposta é: não. Os passeios são todos distantes uns dos outros, e eu quase não vi ônibus circulando por lá, muito menos pacotes turísticos pra levar o pessoal para os lugares. Claro que os hotéis devem ter esse serviço, mas daí vai depender do hotel em que você se hospedar, e etc. Pra dar um exemplo, o horto florestal fica à 10 km de Capivari mais ou menos, numa estradinha cheia de curvas, e os jardins Amantikir ficam láaa na entrada da cidade, também por uma estradinha de 10 km.

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No nosso caso, fizemos assim: passeávamos durante o dia, e a noite íamos pra Capivari jantar e depois andar por lá. Aliás, uma das melhores coisas pra se fazer em Campos é comer! E prepare o bolso, pois os preços são iguais ou até maiores do que os de SP! Em todos os lugares que fomos, nenhum prato saía por menos de R$ 50,00.

Quando chegamos, já fomos direto pra Capivari almoçar na famosa cervejaria Baden Baden, que é praticamente um símbolo da cidade. Todo mundo quer sentar embaixo daqueles toldinhos brancos que ficam na calçada, pra pegar a praça por ali, rs! E assim fizemos, depois de ficar uns 20 minutos numa salinha de espera.  Comemos o prato que é carro chefe deles: linguiça de metro recheada com queijo. Bem gostosa! De sobremesa, comemos apfelstrudel.

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É uma delícia andar por Capivari, com flores por todas as ruas, araucárias, lojinhas fofas, tudo tão lindo que parece uma cidade cenográfica. Fiquei encantada!

Passamos a tarde pelo super conhecido Pastelão do Maluf , que nada mais é que um pastel bem grande ( 32 cm), servido em vários sabores. O lugar ostenta uma foto do Maluf super sorridente, comendo seu pastel, haha. O Victor comeu, e achou bom.

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O teleférico que sobe até o Morro do Elefante está em manutenção, então tivemos que subir de carro. A vista é bem bonita lá de cima, dá pra ver toda a cidade. Mas acho que sem o teleférico, perde um pouco da graça. Achei um pouco mal conservado também o lugar, mas tá valendo pela vista, e pelas fotos que dá pra tirar com a cidade no fundo.

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Neste dia, fomos jantar no La Gália, um restaurante que tem carnes mais exóticas, como javali, faisão, avestruz e etc. A temática do lugar é toda voltada para o Asterix, muito legal! Comemos o combo de fondues com carne, queijo e chocolate. Simplesmente maravilhoso!

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 E o segundo dia segue no próximo post! 🙂