O triunfo da cor: pós impressionismo

Mais uma vez, o Centro Cultural Banco do Brasil recebeu uma exposição com obras super importantes, de Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Matisse, que pertencem ao Museu d’Orsay e Museu de l’Orangerie.

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Li uma matéria sobre a vinda dos quadros, dizendo que o custo total dela ficou em R$ 14 milhões, especialmente pelo valor de empréstimo cobrado pelos museus estrangeiros para que o Brasil possa expor aqui os quadros. Impressionante, né?

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Gostamos muito da exposição, e quando fomos, num domingo, não tinha fila nenhuma. Como sempre digo, o prédio do CCBB é uma obra de arte em si, e toda visita que fazemos a ele vale a pena.

Qual será a próxima exposição? Vamos torcer para que este movimento continue, e que outras obras venham para o Brasil!

PS: minhas fotos ficaram ruins, estava sem minha câmera! mas fica o registro.

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As cores de Kandinsky

Depois de receber as pinturas de Picasso, o CCBB apresenta agora as obras do russo Wassily Kandinsky. São 153 obras e objetos do pintor, seus contemporâneos e artistas que o inspiraram.

Um fato super interessante sobre o Kandinsky é que ele começou tardiamente a se dedicar verdadeiramente pela pintura; após estudar Direito e Economia, tudo indicava que ele teria um futuro promissor como professor de direito na Universidade de Moscou, mas aos 30 anos, Kandinsky viu um quadro de Monet em uma exposição, e tudo mudou. Ele partiu para a Alemanha, e lá tratou de estudar pintura, começando com quadros ainda figurativos, paisagens, para depois, iniciar seus passos no abstracionismo.

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Achei bem legal também a relação que ele tinha com a música, pensando em cada cor como um instrumento. Por exemplo, o azul é uma cor celestial, desperta “sede pelo sobrenatural”; em tons claros, é como a flauta, e, em escuros, como o violoncelo, enquanto que o amarelo é uma cor terrestre; alude a sensações de delírio e loucura; remete ao som de instrumentos de sopro como a tuba. Kandinsky era amigo do compositor austríaco Arnold Schoenberg, e foi muito influenciado por sua música. Segundo ele, “A cor é a tecla, o olho é o martelo e o artista é a mão que, por meio da alma, obtém a vibração certa”.

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A exposição está linda demais, e eu gostei mais do que a do Picasso! Todas as obras são maravilhosas, tanto as do Kandinsky quanto as do seus contemporâneos. Pra mim, o diferencial nas telas dele são as cores, é como uma explosão de tons, mas tudo combinando no final!

No saguão do CCBB tem uma instalação que permite que o visitante entre no quadro “No branco” do pintor, através de um óculos especial,e um fone de ouvido que toca a música que inspirava Kandinsky. Achei fantástica a idéia, e as crianças que estavam lá adoraram, algumas repetiam várias vezes a experiência.

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Essa é mais uma daquelas exposições imperdíveis! E o melhor de tudo, a entrada é gratuita!

OBS: fomos num Domingo, às 11 da manhã, e pegamos uns 20 minutos de fila no máximo, estava super tranquilo. Mas uma boa alternativa é agendar um horário para a exposição, pelo aplicativo do ingresso rápido, ou pelo site. 
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INFORMAÇÕES:

Kandinsky: Tudo começa num ponto

de 08.07 a 28.09

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Entrada gratuita.

Picasso no CCBB

Por um milagre divino, consegui ver a exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola”, no Centro Cultural Banco do Brasil ( CCBB) após somente uma hora de fila! Sim, isto é um fato inusitado, pois perdi tanto a expo do Ron Mueck, quanto a do Salvador Dalí, por que não quis enfrentar as filas de 3 horas que davam voltas no quarteirão. Não sei se foi o dia ( domingo, perto de um feriado) ou o horário ( duas da tarde), mas a fila não estava passando de uma hora quando cheguei.

São 90 obras ( pinturas e esculturas) de Picasso e outros 35 artistas espanhois ( Salvador Dalí, Miró, Juan Gris, etc) que fazem parte do acervo do  Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. Tem vários esboços que  Picasso fez antes de iniciar Guernica, e é super interessante ver como foi o processo de criação da sua obra mais conhecida (afinal, conhecemos desde criança, pois em todas as apostilas escolares, tínhamos Guernica representando a Guerra Civil Espanhola, né?).  Também tem outras obras bem legais dele, quadros enormes. Além disso, a exposição nos mostra como a obra de Picasso influenciou outros artistas da modernidade espanhola.

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Uma das partes da exposição traz um vídeo que detalha um pouco como Guernica nasceu. Fora as obras em si, o prédio do CCBB já é um passeio maravilhoso pra se fazer em qualquer época. Outra coisa muito boa de lá é a organização: só entra um determinado número de pessoas por vez nas salas, a cada andar que você desce lhe dão um cartãozinho, como uma senha, que será entregue no próximo andar, e você segue necessariamente uma ordem pré determinada pelo CCBB, e vai seguindo setinhas no chão para chegar nas outras salas.

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Quando saímos, tinham dois músicos no saguão tocando música flamenca, e uma atividade para o pessoal pintar uma tela em branco, conforme a música ia tocando. Muito legal!! Não deixem de ver a exposição!

Segue um vídeo que fiz . mostrando o processo de criação de Guernica, e um pouco do saguão do CCBB.

COMO CHEGAR:

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

(  vá até a estação São Bento do metrô e siga caminhando até o CCBB, é super perto)

Exposição GRATUITA, e fica em cartaz até Junho/2015.