Rent!

O musical Rent foi certamente um marco na Broadway, e desde a sua estréia, em 1996, rendeu outras muitas montagens, e até um filme, feito em 2005, com quase todo o elenco original do teatro. Jonathan Larson foi o responsável pela criação de Rent, baseado na ópera La Boheme, de Puccini, trazendo a tona temas como AIDS, drogas, homossexualidade e o desemprego.

20170110_233749_32212727756_o

20170110_205125_31440920003_o

A nova montagem de Rent estreou aqui em SP no Teatro Frei Caneca, e nasceu de um esforço coletivo entre vários atores de teatro musical, encabeçados por Bruno Narchi, que queriam participar do projeto, e colocá-lo nos palcos. E o resultado disso ficou muito, muito bom! Acho que apesar do assunto da AIDS ter envelhecido consideravelmente, a música ainda permanece atual, e a amizade entre os personagens também. Talvez você nem saiba, mas já deve ter ouvido algum trecho da famosa Seasons Of Love, que praticamente virou o tema de Rent.

Não deixem de assistir, é lindo e bem tocante! Rent está em cartaz no Teatro Frei Caneca ate de 01 de março.

 

Divas: o musical

Este post acabou ficando velho, o musical até já saiu de cartaz e foi para o RJ, mas fica o registro aqui.

Tive a sorte de poder assistir a estréia do musical Divas, que contou com a presença de ninguém menos que Claudia Raia, casada com o diretor da peça, Jarbas Homem de Mello, além de outras várias estrelas dos musicais, como Kiara Sasso, Myra Ruiz (a Elphaba de Wicked!), os atores de Ghost, etc. Foi muitoooo legal poder vê-los de perto.

30239070736_5651dec17f_o

_mg_9700

Este musical gira em torno basicamente das músicas de grandes divas da música mundial (ou norte americana, na verdade) como Cher, Madonna, Beyonce, Whitney Houston, etc. Achei o roteiro bem inovador, pois transforma o teatro num reality show musical. É assim: são três amigas que tinham uma banda, e estavam atingindo certo sucesso, mas por algum motivo, que a gente não sabe até o final da peça, se separaram, e seguiram caminhos diferentes. Após a separação, uma delas vai trabalhar num foodtruck, a outra é garçonete, e a terceira tem uma loja de roupas, e todas estão frustradas. Até que um dia, as três se reencontram num reality musical, e daí a história se desenrola.

30188467271_83f80c9f78_o

30158318112_355a9abab7_o

O reality tem um apresentador que conduz toda a trama, e a plateia inclusive consegue votar na candidata que prefere, e nas músicas que quer ouvir durante a competição, tudo pelo site do musical. Super interativo. E como as músicas são todas conhecidas, é como se você estivesse num show, dá pra cantar junto e tudo.

_mg_9704

_mg_9720

_mg_9717

Na platéia, estavam algumas covers da Cher, Madonna, Beyonce, etc. A Cher era perfeita!

Achei muito divertido! E as meninas arrasam, principalmente Jennifer Nascimento, que tem uma voz maravilhosa!

OBS: as fotos lindas da Claudia Raia e das covers foram tiradas pela minha amiga, Nati Luz! 🙂

Ghost- o musical

Acho que todo mundo se lembra do filme Ghost, e da antológica cena em que Demi Moore e Patrick Swayze fazem cerâmica juntos, ao som de Unchained Melody dos The Righteous Brothers, não é? Eu perdi as contas de quantas vezes assisti este filme na sessão da tarde quando criança, e também me lembro que tinha um pouco de medo das cenas dos espíritos do mal.  É um grande clássico, sem dúvida.

Pra quem não viu o filme, é o seguinte: Sam e Molly são um casal apaixonado, que numa noite voltando para casa sofrem um assalto, em que Sam é baleado e morre. Depois de morto, ele fica preso entre os dois mundos, e vai descobrir, com a ajuda de uma falsa vidente, que sua morte não foi acidental.

20160917_222446_29727061666_o

Em 2011, a história do filme virou um musical, que estreou primeiro em Londres, no West End, e depois foi pra Broadway. Infelizmente, nos EUA, a peça não fez muito sucesso, e ficou poucos meses em cartaz, apesar dos elogios aos muitos efeitos especiais da produção.

ghost_o_musical

20160917_195323_29135303724_o

A montagem brasileira tem direção de José Possi Neto, e no elenco, André Loddi (que fazia o Fiyero em Wicked) como Sam, Giulia Nadruz como Molly, e Ludmillah Anjos como Oda Mae Brown. Fui assistir neste último final de semana, e é a coisa mais linda, romântica e triste! Não consigo entender o por que de não ter feito sucesso lá fora, as músicas são super bonitas, e não tem como não gostar da história de amor de Sam e Molly.

ghost1

20160917_204851_29650664142_o

O musical é todo tecnológico, e eles abusam de projeções, de luzes e truques, para nos transportar para Nova Iorque, ou para fazer objetos e pessoas flutuarem, saírem do corpo (cena muito bem feita de quando Sam morre),e etc. E claro, tem uma versão linda de Unchained Melody tocada por Sam no violão.

ghost

ghost-o-musical-4

Mas quem rouba a cena completamente é  Ludmillah Anjos, que faz a vidente Oda Mae. Fizeram uma versão baiana muito engraçada da personagem, e o povo se mata de rir quando ela aparece. É o ponto descontraído da peça.

Os musicais chegaram num nível tão bom aqui no Brasil, que acho difícil algum ser ruim. Tem aqueles que a gente gosta mais, e outros menos, e eu amei Ghost. É muito delicado, e duvido que alguém não chore na cena final. Prepare o lencinho!!

INFORMAÇÕES:

Em cartaz no Teatro Bradesco (Shopping Bourbon) até 11 de dezembro

ingressos em www.ingressorapido.com.br

Wicked em São Paulo

Wicked estreiou neste último final de semana em São Paulo, e como coincidiu com o meu aniversário, achei que cabia bem como um presente! Pra quem não sabe, este é um musical muito famoso da Broadway, que estreiou em 2003 (e continua em cartaz por lá), e ja foi visto por mais de 48 milhões de pessoas ao redor do mundo. Isso por que ele já rodou o mundo, em várias produções, e atualmente também está em cartaz em Londres e na Austrália.

12348089_791123407666498_8799171351177194746_n

O elenco original de 2003 tinha como Elphaba a atriz Idina Menzel, e como Glinda, Kristin Chenoweth. Ambas ficaram muito marcadas por esses papéis, e concorreram ao Tony, sendo que Idina ganhou como melhor atriz. Muitos anos mais tarde, Idina (já aclamada no teatro musical) viria a se tornar conhecida no mundo todo, ao emprestar sua voz para Elsa em Frozen (sim, é ela quem canta Let it go!).

12742756_821867921258713_6449063784205659400_n

24954871974_8d69cb574c_o

A história do musical é baseada em um livro chamado “Wicked: the life and times of the wicked witch of the west” de Gregory Maguire, em que ele nos conta a história por trás das bruxas do mágico de Oz (outro livro, de L. Frank Baum, que virou o famoso filme com Judy Garland). E não só das bruxas, mas de vários acontecimentos do mundo de Oz.

Em O mágico de Oz, Doroty, uma garotinha de Kansas, tem sua casa levada por um furacão até a terra de Oz, e é ajudada por uma bruxa boazinha, um leão covarde, um homem de lata sem coração, e um espantalho sem cerebro. Ela tem que ir até a cidade das esmeraldas para falar com o mágico, e conseguir voltar pra Kansas. Doroty ganha da bruxa boa uns sapatinhos vermelhos  e é então perseguida pela bruxa má do oeste, que os quer para si.

12791009_823332264445612_8311521593099430107_n

25420520542_5dc9697185_o

24908348504_988aeb527b_o

Em Wicked, nós descobrimos que as bruxas de Oz, Glinda e Elphaba, estudaram na mesma faculdade, e eram amigas, antes de Doroty chegar em Oz. A gente descobre também que a bruxa boa, não é tão boa, e que a bruxa má só ficou conhecida assim por uma série de eventos que fugiram totalmente do seu controle. Elphaba, que passou a ser conhecida depois como a bruxa má do oeste, é uma menina inteligente, esperta, que nasceu verde, e por isso, acaba sendo excluída do convívio das pessoas. Já Glinda, é linda, super ambiciosa, e a mais popular da escola. E desse encontro, nasce uma amizade pouco provável.

Ao longo do musical a gente descobre que nem tudo era como pensávamos, e os personagens de Oz vão se moldando na nossa frente. Achei uma sacada genial, por que não é assim na vida também? Ninguém é só bom ou mal o tempo todo, mas um misto de ambos os sentimentos, dependendo da situação.

12321641_823332587778913_8433536025161918634_n

25466759482_aa8acf74a4_o

A produção é gigantesca! Os cenários, as roupas, efeitos, iluminação, tudo é maravilhoso. E o elenco brasileiro é muito bom, uma qualidade incrível. Quem faz a Elphaba é Myra Ruiz, e a Glinda é vivida por Fabi Bang. As duas estão impecáveis no papel!

De todas as músicas, acho que as mais lindas são Defying gravity (possivelmente a mais conhecida do musical, e que me fez chorar cantada ao vivo!), As long as you´re mine, e For good. Procurem no youtube, principalmente a apresentação de Idina no Tony de 2004.

É uma emoção tão grande poder assistir esses musicais aqui em São Paulo! Meu namorado viu pela primeira vez um espetáculo desses, e amou. Não tem como não gostar, é realmente um encanto!

10583918_823332244445614_4266592344858288422_n

25243299700_59b1c2169a_o

25420398552_c2b65cbeaf_o

Wicked tem uma longa temporada pela frente, e pretendo rever daqui alguns meses. Ah, mais uma vez não existia pra vender na lojinha o programa de luxo, e as canecas personalizadas acabaram no final da apresentação. E isso por que era o segundo dia apenas.

Vou deixar aqui o vídeo (postado pelo Cena Musical) da cena em que Elphaba e Glinda chegam a cidade das esmeraldas. Vejam e se arrepiem!

ingressos em: www.ticketsforfun.com.br