Santiago – Dia 5 (Cajon del Maipo/Embalse El Yeso)

Acordamos cedo para ir ao Embalse el Yeso, no Cajon del Maipo, um lugar que eu queria MUITO conhecer, após ver as fotos na internet. O Cajon é um cânion que fica no meio das Cordilheiras, perto de San José de Maipo, e nele está localizado o Embalse, uma represa construída com as águas do rio Yeso, um dos afluentes do rio Maipo (como disse nosso guia, os chilenos tem muita criatividade com nomes, só que não!). Esta represa levou dez anos para ser contruída, sendo inaugurada em 1964, e é a principal fonte de abastecimento de água de Santiago.

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Levamos cerca de duas horas e meia para chegarmos até lá, mas o caminho é tão lindo, que a gente até esquece. Vamos passando por vários povoadinhos, e gradativamente entrando na Cordilheira, até que o asfalto acaba, e entramos numa estrada de terra, toda esburacada. A partir de então, somos presenteados com paisagens que parecem de mentira, montanhas enormes cortadas pelo rio Yeso, carneiros e cabras correndo soltos, cachoeiras, etc. O carro vai tremendo, é uma aventura!

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E então, chegamos no Embalse, esse espetáculo da natureza! Ali não há estrutura nenhuma, então esqueça banheiro, lugar para comer, etc. Ficamos mais ou menos duas horas caminhando pela estradinha estreita que permeia o Embalse, e não queríamos mais sair dali. É seguramente o lugar mais bonito que já vi!

Quando voltamos, nosso guia estava com a mesa posta e a churrasqueira montada, nos esperando para começar o nosso churrasco,  a 2.500m de altitude. Surreal!! Comemos choripan (linguiça+pao+chimichurri), carne, batata frita, farofa (a dona da agência é brasileira), amendoim, e tomamos vinho. De sobremesa, alfajor! A maioria das agências monta uma mesa de queijos e vinhos, mas a nossa era a única com churrasco. Fantástico! Foi um dia inesquecível!!

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Jantamos na volta em um restaurante temático, chamado Ocean Pacific´s, em que tudo nos remete ao mar, e a barcos. Super diferente! Comemos chupe de centolla (uma espécie de escondidinho) e camarão, e novamente, tomei suco de framboesa, gigante!

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Santiago – Dia 3 (Valle Nevado)

E chegou o dia de conhecer a neve! Na verdade, não era para ter neve nessa época, pois já estamos na primavera, e as estações de esqui fecharam em setembro. Mas, como a natureza nem sempre é previsível, nevou uma semana antes de chegarmos, e foi essa a neve que pegamos lá. Quando montei meu roteiro, não tinha visita ao Valle Nevado programada, mas tive que incluir assim que vi a notícia da nevasca!

Fomos bem cedinho para o Valle Nevado, e antes, passamos numa loja para alugar as roupas. Como não era temporada, o aluguel de toda a minha roupa ficou mais ou menos R$ 100,00. As botas e as calças são itens indispensáveis, por que como já tinha feito muito sol ao longo da semana, já tinha neve derretida, e ela vira uma lama que gruda horrores, além do fato de você sentar na neve, e sua calça molhar rapidinho.

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Começou então a subida! São 40 curvas até Farellones, a primeira estação, e mais 20 até o Valle. Essas curvas são as mais fechadas que eu já vi na vida, e estão numeradas. Aquelas curvinhas que temos aqui não são chamadas de curvas por eles. Neste dia, tomei (alguns) dramins, haha, e deu tudo certo. Se você tem o mesmo problema que eu, tome remédio para subir e descer, pois o caminho não tem retas.

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Chegando no Valle Nevado, foi só alegria. É tão surreal ver neve de perto, que até fiquei meio anestesiada (ou seria efeito do dramin? kkkk). Tinha bastante neve ainda, e apesar do sol, estava bem frio. Ficamos cerca de duas horas lá, e brincamos, rolamos, afundamos,fizemos anjinho, tiramos mil fotos. No inverno deve ser muuuuito frio, e mais bonito ainda.  Finalmente entendi o desconforto de quem convive com neve, ela molha a roupa, o sapato,e quando derrete, suja muito. MAS, é linda.

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Santiago – Dia 2 (Troca da Guarda, Plaza de Armas, Mercado Central, Museu Pré Colombino, Cerro Santa Lucia)

Acordamos cedo neste dia, por que teriamos que conhecer as principais atrações da cidade, já que nos demais estaríamos fora, fazendo passeios.

Fomos direto assistir a troca da guarda, que acontece em dias alternados conforme calendário divulgado pelo Palácio de la Moneda todos os anos. Já tinha lido muito sobre a troca, e como é bonita, mas somente vendo ao vivo para entender. É uma cerimônia oficial, em que aqueles que estavam de guarda até então, deixam o Palácio, para que a outra turma possa assumir. Tem uma banda que toca algumas músicas durante a cerimônia, e no dia em que fomos, tocaram Aquarela do Brasil! Foi super emocionante, e um belo gesto aos muitos (e são MUITOS) brasileiros que visitam a cidade. A troca dura em torno de 40 min.

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Seguimos andando até o Museu de arte pré-colombiana, que é diferente de tudo o que vimos na vida. As peças são antiquíssimas, e o acervo é incrível. Tinha uma exposição temporária bem legal no primeiro piso também.

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Após o museu, fomos até a Plaza de Armas, onde ficam vários prédios históricos importantes, como a Catedral, por exemplo, e terminamos no Mercado Central. Este Mercado é famoso pelos peixes e frutos do mar vendidos, e também pelos restaurantes. Na verdade, achei ele pequeno, e totalmente dominado por um restaurante, o Donde Augusto. Os peixes ficam em umas galerias estreitas, e no dia em que fomos, muito sujas. O chão tinha pedaços de peixe, e restos que caíram. Valeu a visita, pois é um ícone da cidade, mas esperava mais.

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Tomamos o metrô, e fomos até as ruas Paris e Londres, que são um pedacinho da Europa em Santiago. É uma gracinha, e parece mesmo que você está em outro lugar. Lá paramos em um café e comemos a sobremesa tradicional deles, torta tres leches (leite condensado, leite, e doce de leite). É deliciosa, mas beeeem doce.

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Por fim, fomos ao Cerro Santa Lucia, que não é alto como o Cristóbal, mas tem várias atrações lá dentro (um castelo, jardins, vários mirantes) e é bem bonito também. Experimentamos a bebida que você  vê em todo lugar pela cidade, o mote con huesillos. Ela é feita de pêssegos secos (huesillo) cozidos em açúcar, água e canela e, em seguida, misturado com o trigo descascado cozido e fresco (mote). É servido geladinho, e a gente bebeu, e comeu o trigo, e também os pêssegos que vieram. Gostoso!

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Nossa última parada foi no Pueblito de Los Dominicos, uma espécie de feira de artesanato, num ambiente bem rústico, com chão de terra e tudo. O lugar é legal, mas achei tudo caro, e como já estava fechando, não deu para andar muito.

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O dia acabou com nossa ida ao Bar Liguria, um bar que tem algumas casas espalhadas por Santiago, e é super bem falado. O ambiente é 10, e eles são conhecidos pelos sanduíches.

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Santiago – Dia 1 (La Chascona, Cerro San Cristobal)

Chegamos numa sexta-feira, e até trocarmos dinheiro e nos ajeitarmos, já era hora do almoço. Ah, antes preciso dizer que a vista da cordilheira dos Andes que temos do avião, quase chegando em Santiago, é a coisa mais linda! Já ficamos encantados ali mesmo, antes de chegar!

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Fomos almoçar no Galindo, um restaurante super antigo, e com preços muito razoáveis. Lá experimentamos o famoso pastel de choclo, que é como um purê de milho (o choclo), com carne, frango, azeitonas, ovo e uvas passas, tudo isso assado. É uma delícia, o salgado das carnes se mistura com o docinho do milho e das uvas passas. Adoramos! Pedimos também uma empanada, que é outro prato que você encontra em todos os lugares por lá. A nossa era de pino (carne, azeitonas, ovos, uvas passas de novo). Recomendo muito esse restaurante!

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De lá, fomos para a casa do poeta Pablo Neruda, La Chascona. Com essa casa, ainda existem mais duas outras no Chile, uma em Valparaíso, que visitamos, e outra em Isla Negra. A casa é conhecida por esse nome, pois era o apelido carinhoso de Neruda para sua mulher, Matilde Urrutia, cujos cabelos eram meio selvagens. É possível fazer um tour em português, e pelo áudio, eles vão te explicando cada cômodo e objeto mais importante. Neruda era um colecionador de itens, então a casa é toda entulhada (no bom sentido) com tudo o que ele foi guardando ao longo da vida. Só pode tirar foto no jardim, que é a coisa mais linda! Imaginei como seria viver ali, naquele recanto tão gostoso…

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Saindo da Chascona, fomos andando até o Cerro San Cristóbal , que é um dos pontos mais altos da cidade, e subimos de funicular, um carrinho que anda em trilhos. Gente, não imaginava que subisse tão alto! Lá de cima, você tem uma vista maravilhosa de toda a cidade, e quando a poluição ajuda, da cordilheira também. Subindo mais um pouco, chegamos na grande imagem da Virgem Maria, que a gente conseguia ver da varanda do nosso apto. Existe um bondinho também, que está desativado para reparos, desde o último terremoto. Esse passeio é imperdível!

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Dois caipiras em Santiago – Chile (Vídeo)

Tenho que começar este post dizendo duas coisas: fomos para o Chile na semana passada, e vimos NEVE! Muita e muita neve! A neve que eu tanto sonhava conhecer, e sempre esteve tão distante de mim, lá na quente Tupã. Uma vez eu até sonhei que estava nevando no meu quintal, de tanta vontade que eu tinha de vê-la. Foram anos e anos de filmes americanos me fazendo inveja, e finalmente pude sentir a tal da neve. Agora só falta eu ver nevar no Natal! 🙂

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Nossa viagem foi curta, apenas uma semana, mas parece que foi um mês, de tanta coisa linda que vimos, e tantos lugares que conhecemos.  Irei detalhar dia a dia o que fizemos por lá, com muuuuuitas fotos. Mas o roteiro foi o seguinte:

-Dias 1 e 2 : conhecer Santiago;

-Dia 3: Valle Nevado;

-Dia 4: Vinícolas e Sky Costanera;

-Dia 5: Cajon del Maipo/Embalse El Yeso;

-Dia 6: Valparaíso/Viña del Mar;

-Dia 7: volta pra casa 🙁

A maioria das dicas eu peguei nos excelentes blogs: Nós no Chile (http://nosnochile.com.br) e Pigmento F (http://pigmentof.com), de duas brasileiras que moram no Chile.

Editei este vídeo com todo carinho, mostrando os nossos melhores momentos, espero que gostem:

Algumas dicas práticas pra quem está indo pra lá:

Hospedagem: alugamos um apartamento pelo Booking no bairro Providência, e amamos! Pra quem tiver interesse, ele se chama “Apartamento Canales 2”, e a proprietária Sandra foi uma fofa. Estávamos muito perto do metrô (uns 400 metros), e de supermercados, vários restaurantes, além de uma Avenida super importante, que é a Providência. A experiência de ficar em apto foi muito legal, fazíamos compras, arrumávamos o café da manhã e até fizemos o jantar em alguns dias.

Transporte aeroporto-apto: na saída do desembarque, tem um guichê da TRANSVIP, uma empresa de vans compartilhadas ou particulares, que te levam por um preço muito menor que os taxis. Pegamos uma van compartilhada, com pessoas que estavam hospedadas no nosso bairro, e ficou em torno de 7.000 pesos por pessoa (uns R$ 35,00). Foi rápido e confortável.

Transporte na cidade: o metrô de Santiago é enorme e cobre toda a cidade, o que facilita muito a vida do turista. Só andamos de metrô, e a pé. Dá pra ir andando tranquilamente entre alguns pontos turísticos. O Uber também funciona normalmente, mas não chegamos a usar. Compramos o bilhete único deles, que chama BIP, e fomos felizes no metrô!

Passeios: existem muitas agências em Santiago, mas após várias pesquisas de opiniões, cheguei a Aguias Tour, uma agência de uma brasileira que mora no Chile há muitos anos. Fizemos três passeios com eles, e o do Cajon del Maipo foi simplesmente imbatível. Nosso guia William, um chileno muito gente boa, fez um delicioso churrasco para nós em pleno Embalse el Yeso. Valeu cada centavo!

Segurança: em nenhum momento eu me senti insegura na cidade, mas a preocupação de todos eles com furtos é bem grande. Todo mundo nos alertava para tomar cuidado com o celular, com a bolsa aberta no metrô, etc. Mas honestamente, para quem mora no Brasil,e  vive em uma cidade como São Paulo, isso tudo é rotina. Achei tudo tranquilo, e quase não vi moradores de rua, como temos aqui. Vimos muito ambulantes dentro do metrô e ônibus, vendendo balas, chocolate, e cantando pra ganhar dinheiro.

Custo: de uma forma geral, o custo de mercado, restaurante, transporte,e etc, é bem parecido com São Paulo, ou seja, não é barato. Nos restaurantes, o valor de um prato raramente fica abaixo dos R$ 40,00, mas claro que é possível encontrar lugares com preços mais em conta. A única coisa que é reconhecidamente mais barata é o vinho! Os vinhos são muito baratos nos mercados. Um exemplo: o Casillero da Concha y Toro saiu por R$ 16,00.